domingo, 1 de setembro de 2013

A Temperança, ou melhor, A Arte - A Arte de Transmutar!!!

A Temperança - Tarô de Marcelha -http://www.oficinadaalma.com.br/taro/galeria/index.htm
"SÓ DA PARA MELHORAR O QUE ESTÁ BOM, PORQUE O QUE ESTÁ RUIM TEM QUE TRANSMUTAR.
E por que é tão difícil transmutar? 
Porque a gente quer ter controle sobre a vida, queremos certezas do resultado final, temos medo de arriscar, de experimentar; não queremos sentir dor. Porque temos que abrir mão de "presentes" e reconhecimentos que nos oferecem quando mantemos a ordem das coisas. E olha que é cada presentinho miserável!"
Ana Thomaz
http://anathomaz.blogspot.com.br/2010/01/transmutacao.html 

Perder o medo da Morte foi fácil, perder o medo da Torre foi uma vitória, agora perder o preconceito quanto A Temperança está sendo um aprendizado.


A Arte - Thoth Tarô -http://www.oficinadaalma.com.br/taro/galeria/index.htm 
A Temperança me parecia aquela carta "morna", muito "certinha", muito equilibrada, muito politicamente correta.

Hoje sei que manter o equilíbrio é para poucos, ser certinho é utopia e ser politicamento correto é apelido pejorativo para ser consciente, não ser preconceituoso, não sair repetindo o senso comum como papagaios.

Realmente, precisamos de muitas Torres para chegarmos a entender A Arte da Temperança.

Mas enquanto não atingirmos esse equilíbrio, essa serenidade de transmutar de forma séria e consciente nossa vida, vamos seguir acumulando escombros de Torres desabadas.

De que adiantar Morrer se não for para renascer transmutados, novos, outros e não remendos de nossos velhos escombros?

De que adianta ruir se for para sair catando os caquinhos velhos e se remendando, cada vez mais disforme?

Se está ruim não tem o que melhorar, tem transformar, transmutar! E não fazemos isso em meio ao barulho da Torre desabada, nem afogados no luto da Morte.

Transmutamos no silêncio, na sabedoria, na serenidade. E acima de tudo transmutamos a nós mesmos, não o mundo exterior.

Aprendi que sempre que quero impor minhas ideias é porque eu mesma ainda não estou segura dessas ideias, então luto para convencer o outro e assim me convencer.

Agora aquilo que já transmutei vou saber silenciar e dividir apenas se solicitado. Depois de deixar minha grande descoberta amornar, ficar maleável e se integrar a mim, não preciso mais fazer dela a Torre dos outros.

Mas ainda estou desvendando essa Arte, namorando ela, entendendo, olhando e fugindo, tocando e temendo.
Hoje sei que não é a Temperança que é morna, eu é que andava buscando emoções fortes em barulhos exagerados.

Quando eu aprender a transmutar, não vou insistir em te ensinar,  mas vou estar mais aberta para aprender mais e mais da tua arte, aí sim, vamos integrar mais e competir menos.

Temperança sua linda! não te chamo mais de morna depois que tu me ensinar a transmutar, estamos combinadas assim????




Um comentário:

  1. Confesso que também não sinto muita simpatia por esta carta. Ela também me dá a ideia de monotonia,aquele 'chove mas não molha', insipidez... enfim. Obrigada pelo texto, vou tentar olhar para ela de um outro ângulo agora.

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